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Impactos da estiagem na agricultura e pecuária são discutidos em reunião com a Defesa Civil Regional

Publicado em 13/09/2019 às 07:25 - Atualizado em 13/09/2019 às 08:07

O impacto da estiagem prolongada que vem afetando a agricultura e a pecuária em Abelardo Luz foi pauta de reunião entre o Poder Público, o setor produtivo e a Defesa Civil Regional, na manhã desta quarta-feira (11), no Centro Administrativo Municipal.

 

O objetivo do encontro foi levantar informações sobre a situação atual (danos e prejuízos), bem como discutir da possibilidade decretação de emergência, além de definir algumas ações administrativas conjuntas para amenizar os efeitos da falta de chuva no município.

 

Estiveram presentes na reunião representantes da Defesa Civil Municipal, Secretaria Municipal de Agricultura, Sindicato Rural, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Cooperativas, Epagri, Cidasc, Associação dos Produtores Agropecuários (AMPA) e do Corpo de Bombeiros.

 

O coordenador regional da Defesa Civil, Luciano Peri, relatou que a região da AMAI vive um regime hídrico bastante baixo desde o mês de junho. Segundo ele, a média mensal que seria em torno de 110, 120, podendo chegar 150mm, ficou entre 10, 15 e 20mm no máximo.

 

“Em três meses onde teríamos um regime em torno de 350 a 400 mm, não tivemos mais que 40mm registrados. Isso dá uma referência de quase 10% do que deveria ter chovido, ou seja, está muito baixo da média climatológica apresentada para a região. Com isso os municípios já começam a sofrer os efeitos da estiagem. Temos dentro da regional de Xanxerê alguns municípios que estão fazendo transporte de água para o consumo humano, mas também o consumo dos animais”, afirmou Peri.

 

SITUAÇÃO EM ABELARDO LUZ

 

Em Abelardo Luz, a situação mais preocupante é com as perdas nas lavouras e em algumas propriedades que já enfrentam problema de abastecimento para o consumo animal.

 

“Abelardo Luz vem fazendo algumas ações preventivas para amenizar esses efeitos com a abertura de fontes e valas, mas mesmo assim hoje já começa em algumas comunidades do interior apresentar a necessidade de encaminhamento de água para o consumo animal. Felizmente ainda não tem a falta de água para o consumo humano. Mas temos que ter essa atenção devido a CASAN já registrar uma diminuição da capacidade de captação de água no município”, destacou.

 

Apesar dos problemas ocasionados pela estiagem, Peri esclareceu que para o município decretar situação de emergência é necessário um levantamento mais detalhado dos danos e prejuízos.

 

“Solicitamos que se sejam levantadas os danos e os prejuízos sejam para o consumo humano ou animal e também os prejuízos na agricultura, na agropecuária e na indústria e comércio. A partir disso, podemos definir qual o impacto e aí sim identificar conforme as normativas determinadas pelo governo federal e estadual a possibilidade de decretação de situação de emergência”, explicou.

 

O prefeito Wilamir Cavassini salientou que será feito uma força tarefa junto com as cooperativas e órgãos públicos ligados a agricultura para fazer o levantando solicitado pela Defesa Civil.


“Para se decretar um estado de emergência é preciso ter números. E os números hoje não nos permitem decretar isso. Por isso, foram distribuídos as tarefas onde as cooperativas se reunirão para fazer o levantamento das perdas no trigo e aveia. A Epagri, junto com a Secretaria de Agricultura, a Defesa Civil e os Sindicatos irão fazer o levantamento das perdas na produção de leite, do fumo e das pequenas culturas. Depois juntaremos esses relatórios para tomar como embasamento”, ressaltou Cavassini.

 

AGRICULTORES ATENDIDOS

 

O prefeito ressaltou que a prefeitura há vários já vem fazendo o trabalho de atendimento aos agricultores que já enfrentam a escassez de água em suas propriedades. “Temos duas retroescavadeiras disposição na região dos assentamentos para atender os agricultores. Temos outra se precisar na região do Alegre do Marco e Canhadão. Também já estamos começando a nos organizar para transportar água. Só que a estrutura do município é muito pequena pra isso, mas a prefeitura dentro daquilo que é possível está fazendo”, afirmou Cavassini.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA

 


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